terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Felicidade, que saudade de você...






Todo mundo conhece pelo menos um filme que fora baseado, ou que seja a adaptação de algum livro.
Cito aqui, apenas para ilustrar, o recente “50 tons de cinza”, filme em cartaz nos cinemas de todo o país que é a versão para as telas do romance homônimo escrito por E. L. James.
Poderia citar também os recentes filmes da saga “Crepúsculo”, “Percy Jackson e os olimpianos” , “O Senhor dos Anéis”...
E pra quem pensa que essa moda é recente tenho a acrescentar “E o vento levou” de 1939, adaptação do livro de 1936; “Frankenstein” de 1931, adaptação de um livro de 1818 
e até o clássico do terror “O Exorcista” de 1973 foi a adaptação do livro homônimo publicado em 1971,
Bem, poderia passar muitas linhas citando livros que se tornaram filmes , mas o texto de hoje não é sobre isso.
Na verdade eu venho fazer o caminho inverso!
Não tenho a menor pretensão de escrever um livro, mas o texto de hoje parte de uma ideia que surgiu enquanto eu assistia a um filme.
Estávamos Kelly e eu assistindo “Dança Comigo?”, filme com Richard Gere e Jennifer Lopez. Eis que no final do filme, em uma rápida cena que mostra o protagonista chegando na cozinha e tirando a esposa para dançar, a Kelly fez o seguinte comentário: “Até parece que as pessoas são felizes assim na vida real...”.
Eu, sentado no outro canto do sofá, aos prantos – esse tipo de filme tem um estranho poder sobre mim – engoli as lágrimas e pensei naquilo por um instante.
Por que as pessoas não são felizes assim na vida real?
Não havia nada demais naquela cena. Era apenas um casal apaixonado que interrompe os afazeres domésticos e dança, como que num tributo à vida e ao amor.
No “mundo real” nós reclamamos, estamos sempre estressados, infelizes ou frustrados.
Tentamos usar sentimentos negativos para nos destacarmos, e ainda criticamos as pessoas que, ao contrário de nós se apresentam felizes.
Chacotas, insinuações maldosas e pejorativas, fofocas... Como se fosse crime ser ou estar feliz.
Por que entender tudo “pela culatra”? Ou ver virtudes em doenças imaginárias ou complôs imaginários entre amigos, família ou no ambiente de trabalho, nos vitimizando diariamente?
Falo por mim. Todos sabem dos meus problemas de saúde, e em muitas épocas da minha vida, quando perguntado se estou bem logo me apressava em pensar em algum sintoma ou doença, ou mal estar mesmo que estivesse me sentindo bem.
                            POR QUÊ?
Simples! Porque sentia falta de algo e a doença me dá IBOPE. Assim como a melancolia de alguns ou a grosseria de outros. Não importa se a audiência é ruim, o que importa é não passarmos pela vida sem sermos notados.
A preocupação com o “ser para os outros” gera as atitudes que, por sua vez geram o caráter negativo como o ciúme, a avareza, o egocentrismo e a falta de compaixão. Acabamos tão bitolados nessas neuroses que sequer tentamos ou nos permitimos ser felizes como nos filmes.
E não adianta dizer que nos filmes os caras são ricos, não têm preocupações e mimimi.
Vou usar de exemplo (correndo o risco de apanhar) duas celebridades Kurt Cobain e Demi Lovato.
O primeiro foi um jovem promissor. Cantor, compositor, expoente do rock. Fundou e liderou a banda Nirvana e era o soberano do grunge. Era rico, famoso, casado e tinha uma filha.
Deu-se um tiro de escopeta na fuça encurtando uma carreira brilhante e colocando um ponto final num talento sem precedentes.
O outro exemplo é Demi. Estrela da Disney protagonizou o filme “Camp Rock” e a série teen “Sunny entre estrelas”. Dona de uma linda voz, jovem, rica, expoente da mídia e muito talentosa. Pois veja que ela desenvolveu um quadro grave de anorexia (ou bulimia, não sei com certeza) além de episódios de automutilação.
Enquanto isso quantas pessoas não vemos por aí que possuem tão pouco e trazem uma alegria tão legítima estampadas no rosto
enquanto tantos abastados procuram legitimar uma amargura e uma tristeza que não tem razão de existir, esforçando-se para fazerem suas vidas parecerem verdadeiros dramas.
Eu tenho uma teoria do porque aqueles que têm menos sempre trazem um sorriso franco nos lábios: Talvez essas pessoas possuam tão pouco que o sorriso é tudo que lhes resta....

E então... Dança comigo?



 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Mundo Torto DROPS: Mãos ao alto! E enche o tanque...






Gasolina caindo no MUNDO inteiro!!
Aqui o preço sobe para conseguir reparar o rombo na Petrobras. O país autossuficiente em petróleo vende a gasolina a 4 reais,   enquanto as refinarias da América do Norte estão com baixa no valor do galão, acompanhando o mercado, e lá a gasosa sai até 50 centavos o litro. Lembrando que o mínimo salário lá é de 1700 dólares.
Não seria um valor tão "flutuante" se o nosso governo assumisse a queda da Petrobras e deduzisse o valor dos impostos cobrados na gasolina e no diesel.
Masssss esse é o governo do povo... Do povo que se foda! O imposto continua e a gasolina subirá até o céu. O governo que já nos presenteou com a crise no preço do tomate agora nos assombra com a crise do combustível que vai encarecer TUDO, mesmo que você ande de bike, ainda vai pagar a conta.
E sem contar a empresa mais sólida do mercado, que já tem suas ações valendo 9,90. Incentivando o jovem investidor, uma vez que já dá pra comprar ações da PB com o dinheiro da mesada, ou com aquelas moedinhas que seu tio barbudo te dá.


E o troco? Pode ser em ação?


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Reparação

Só um minutinho enquanto tiro a poeira do blog...
PRONTO!
Devo desculpas aos meus queridos leitores, uma vez que faz um bom tempo que não posto nada, não escrevo nada, não componho texto nenhum...
As ideias borbulham na minha mente, mas como estou sem computador e preciso pegar o notebook da minha irmã emprestado quando quero usar acabei me desligando um pouco.
No celular tenho acesso às redes sociais e tal e isso tem bastado por enquanto, já pra publicar coisas pelo celular já é um pouco mais complicado... Isso sem mencionar que o pobre celular já está nas últimas.
Ademais eu me casei - desculpe garotas... Game Over! Agora estou correndo atrás dos últimos detalhes da mudança (e correndo atrás da esposa também que é ligada no 220) e acho que isso explica um pouco o meu sumiço nos últimos tempos.
Mas a bem da verdade eu tenho me sentido bem pra baixo por esses dias, me sentindo incompleto, sentindo que mesmo com todo esse rodopio que deu a minha vida faltava alguma coisa...
E descobri que faltava dinheiro!
Pois é... O vil metal faz muita falta, muita falta mesmo! Ainda mais nessa faixa transitória de ano com todos os presentes de natal que a Mãe Dilma nos deu, como aumento da conta de luz, aumento da gasolina, petrolão e a reforma tributária que nunca virá.
 Mas não era dessa falta que eu estava falando. Me referia à falta que estava sentindo de escrever, partilhar minhas ideias, meus planos mirabolantes de dominação mundial e destilar todo meu ódio desse governo, dessa corrupção e das pessoas que não querem evoluir e tragam o país consigo.
Então estou declarando meu retorno triunfal e gostaria de contar com meus queridos e amigos leitores para me acompanharem nessa saga, sempre contando com suas opiniões, críticas, sugestões e como mais estiverem dispostos a contribuir.
Vou planejar as minhas postagens para as sextas feiras, no período da tarde, mas fiquem preparados porque elas podem pintar por aí em outros dias também, sem aviso!
Um forte abraço e sempre lembrando que se o mundo é torto, com muito carinho, trabalho e estudo a gente endireita!
Forte abraço e nos vemos na sexta!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

No meu tempo...




Pois é. Chegamos a mais uma postagem do nosso blog Mundo Torto, que depois das eleições tem tudo pra ficar mais torto ainda, torto e capenga.
Aliás, eu até ia escrever algo sobre o tema, mas o combate nas redes sociais está tão ferrenho que resolvi depor minhas armas e esperar a poeira baixar e foi hoje, com a mente vagante e divagante que comecei a perceber essa frase me martelando a tepora.
Mas calma lá! Meu avô dizia isso e ele tinha mais de sessenta anos quando Deus precisou de um goleiro pro seu time e chamou o “Vô Gordo” de volta. Então... O que é que essa frase fazia martelando na minha mente relaxada de rapaz de 30 anos?
E sim, vou usar o termo rapaz porque simplesmente o avanço do tempo transformou todos nós. Minha mãe foi mãe aos 19 anos, minha vó materna casou-se aos 15 anos. Naquele tempo era assim, as mulheres viravam mulheres muito cedo, os homens amadureciam muito antes e já eram arrimos de família...
Naquele tempo...
Todo mundo sabe que não é mais isso que acontece, claro, em casos extraordinários, em comunidades mais pobres, entre pessoas menos “orientadas” por assim dizer ainda acontece, mas quero falar da minha realidade e da realidade da maioria que vai ler esse texto.
Hoje sabemos que sem estudo não chegamos à lugar algum e que as exigências são cada vez maiores entre as profissões.
Antes era possível ter um emprego satisfatório com apenas o colegial, depois surgiu a necessidade dos cursos técnicos e profissionalizantes, depois já era inviável sair para o mercado de trabalho sem um curso superior, começaram as exigências para que soubéssemos uma segunda língua, depois a fluência, depois o mestrado, a pós, o M. B. A, o C. D. B, R. D. B, S. W. A. T e o F. B. I., talvez a C. I. A.
Um mar de siglas, conhecimento, diplomas, carreiras... Escolhas.
Mas faço essa comparação com o tempo dos meus avós, meus pais... Já sou contemporâneo de tudo isso, da tecnologia, da virada do milênio.
Costumo dizer que a minha geração seria, talvez a mais privilegiada de todas. Um encontro entre o velho e o novo, o nostálgico e o empolgante. A geração que viu um presidente ser destituído pela vontade do povo (Deus queira que agora reveja tal fato), uma geração que sobreviveu ao fim do mundo por duas vezes, contrariando Nostradamus e os Maias.
A geração que viu desabrochar a consciência ecológica – talvez tardia - para conter o consumo desenfreado de recursos naturais, a mesma geração que viu duas trocas de Papa, o primeiro presidente Negro, a primeira presidente. O nascimento e morte de tantos gênios e ícones, os verdadeiros avanços da era digital...
Mas que também viu muita coisa ruim como a artificialização das relações sociais e das amizades, as segregações premeditadas para controle político e uso das massas, o terrorismo, os desastres naturais como o Tsunami e o Katrina, a alienação dos jovens em função da mesma tecnologia tão comemorada em todos os seus avanços, a perda de autoridade por parte dos pais, a perda da segurança, da inocência, jovens já formatados como pequenos adultos em sua tenra infância...
Isso tudo é muito desastroso para nossa humanidade. Humanidade que vem presenciando, protagonizando e se reconstruindo constantemente de holocaustos e tragédias causadas por ela mesma.
E no meu tempo? Aquele tempo que falava no início desse texto?
No meu tempo a maioria não estava preocupada com colesterol, para sorte do dono da cantina. No meu tempo as amizades eram presenciais e não apenas algumas palavras ditas – muitas vezes com má vontade – através de uma tela fria de monitor.
Na minha época os amigos batiam no portão de casa, com a bola debaixo do braço e uma camiseta surrada, sem os pudores e ditaduras da moda e depois, nas noites quentes, sentávamos todos na calçada daquele que tinha os pais mais zens, que não reclamariam do burburinho e das risadas e conversávamos, paquerávamos, talvez embalado ao som de um violão, caso alguém da turminha arriscasse uns acordes, mas completamente despidos de preconceitos e pré-julgamentos.
Uma época em que não havia celular, mas havia confiança e meus pais sabiam exatamente onde eu estava com quem e até que horas.
Era uma época quase selvagem onde bastava um grito da minha mãe para me por pra dentro de casa e direto pra cama, uma época insegura onde tomávamos chuva, não porque o carro estava no conserto ou porque a bolsa caiu e decolou com os preços da gasolina. Andávamos na chuva por prazer e, caso a gripe nos sondasse éramos curados com chás e xaropes feitos à base de gengibre, frutas e mel. O único amargo em nossa vida era a hora do mertiolate e talvez a idade do coração partido.
Época em que se ganhasse algo de meus pais era um presente e não uma exigência e deveríamos fazer por merecer cada mimo que ganhávamos no Natal ou nos aniversários.
Época em que obediência não era negociável e que tínhamos responsabilidade e disciplina quase militares, caso contrário os castigos era exemplares, tanto os físicos – sim, criança apanhava – quanto os psicológicos: “Uma semana sem televisão!”... Quem nunca?
30 anos, o que eu sei da vida? Parece tão pouco, parece que foi ontem... Mas não se enganem. Tudo isso aconteceu... NO MEU TEMPO!


MUNDO TORTO de volta no role com força total! Curta, comente, participe, sugira novos temas e compartilhe nossas ideias. E o bordão vocês já sabem né?
O mundo é torto, mas juntinhos, eu e vocês... A gente endireita!
Forte abraço e até próxima!!!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Somos amigos, amigos do peito, amigos de uma vez...

Será que ainda somos mesmo?
Eu sou uma pessoa que reflete muito sobre as amizades, até porque de uns tempos pra cá a minha casta de amigos é quase nula, com exceção de parcas pessoas que se preocupam verdadeiramente comigo e dessa preocupação fizeram surgir uma cumplicidade e um sentimento de amizade e afeto.
Claro que para mim isso não é visto da melhor maneira possível. Me constrange, acaba com a minha autoestima e por muitas vezes eu termino os meus dias deprimido, ou, como diria a minha vó "Mais por baixo que cu de cachorro". Sim, eu tenho uma vó bastante expressiva.
Mas eu fico observando ao meu redor, procurando compreender o comportamento das pessoas que possuem dezenas de amigos, seus hábitos, seus costumes e seus "modus operandi" e sinceramente não consigo entender porque as coisas batem em mim e desviam. Não que eu não conheça pessoas, não que eu não me conecte com elas, mas é incrível como essas pessoas desaparecem na mesma velocidade com que surgem e pronto! Como um pó de pir lim pim pim estou sozinho de novo, contemplando - com ares de curador de museu - as paredes do meu quarto, sem qualquer pretensão de fazer ou ser algo naquele dia.
Eu sempre tive muitos amigos quando jovem. Era um dos pivôs dos grupinhos onde participava. Era conselheiro, casamenteiro, ombro amigo para os problemas, asilo político dos colegas que queriam fugir da própria casa e se refugiavam na minha casa e acabavam adotando minha mãe como uma segunda mãe, minha irmãzinha como uma irmã caçula. Eram bons tempos. E nesses tempos, cada internação minha era um verdadeiro caos para as pobres enfermeiras do Santa Elisa, pois era um tal de entra e sai de amigos no quarto onde ficava internado. Música, bate papo, bagunça... As pobres coitadas acabavam formando barreiras de contenção na rampa para impedir que mais de um subisse de uma vez só, o que não era eficiente, pois eles sempre descobriam um caminho alternativo por trás da ala em que eu ficava e logo estava todo mundo no quarto ao mesmo tempo novamente e as pobres enfermeiras não tinham escolha a não ser suspirar fundo e pedir que ao menos não fizéssemos tanto barulho.
O que eu quero deixar bem claro é que dou o maior valor para os amigos que ainda possuo, os que reencontrei, os que encontrei, os que me encontraram, os que não estão fazendo parte da minha vida nesse momento mas que sempre vão significar muito pra mim. São todos peças do quebra - cabeça que é meu coração.
Talvez o fato de eu ter mais tempo livre faça com que eu me sinta mais sozinho, talvez o facebook - onde todo mundo é amigo e as pessoas só compartilham o lado bom da vida - faça com que eu me sinta por demais obsoleto, talvez seja a minha dificuldade de amadurecimento e de aceitação de que a vida progride e as pessoas mudam, bem como as circunstâncias.
Eu estudo sobre, leio, compartilho informação, busco informação, procuro uma formatação social que me torne agradável e novamente relevante para as amizades. Andei encontrando amizades novas, algumas talvez venham para ficar, outras talvez só estejam para extrair algo que só eu posso dar a elas, contudo uma coisa que preciso aprender é que algumas amizades, infelizmente não são pra sempre. Tudo o que você viveu, amou e foi cúmplice podem não existir mais no coração e entendimento da outra pessoa que outrora foi sua amiga. Essa é parte mais dolorosa das amizades: Não importa quanto você as reivindique, chore, implore ou faça por elas, algumas pessoas tem prazo para permanecer em nossas vidas. Aceitar isso dói bem menos, contudo, para pessoas como eu, que admira cada sorriso, cada toque, cada palavra e guarda cada pessoa e experiência com um carinho único, é como sacrificar uma parte de si.
Dos seus 800 amigos do Facebook ou de qualquer rede social, sinta-se especial e abençoado se apenas 2 forem amigos também na vida real, daqueles que pedem seu colo e te pedem o ombro. Amizade verdadeira é isso. É disso que eu sinto falta e é com essa ausência que eu talvez não me acostume nunca.
Portanto, se você é, foi ou seria meu amigo, saiba que te trago guardado aqui comigo e que, apesar da peça que a vida preparou para os nossos caminhos, você é importante para mim e eu te amo!

Um forte abraço para todas as pessoas que sabem o valor de uma amizade!
O mundo é torto, mas se tivermos bons amigos conosco, a gente endireita!!!

domingo, 27 de abril de 2014

EXEMPLO

Tudo na vida parte de um exemplo.
Quando somos crianças, nossos pais repetem incansavelmente as primeiras sílabas e assim, através desse exemplo nós balbuciamos nossos primeiros sons e depois passamos a formar nossas primeiras palavras. Da mesma forma, são nossos pais e professores que seguram nossas mãos e fazem conosco o traçado das letras e assim escrevemos nossas primeiras palavras.
O exemplo é o que dá origem às boas ações, aos atos de bravata, às lutas e causas sociais. Tudo parte de um exemplo e o exemplo muitas vezes nada mais é do que uma pessoa que acredita em uma causa, e resolve que essa causa é forte e nobre o suficiente para lutar por ela e resolve dar o exemplo.
Quando pergunto sobre as pessoas que você considera exemplo, quem é que vem à sua mente? Imagino que Ghandi, Madre Teresa, Malcon X, Martin Luther King.
Talvez você veja exemplo onde outras pessoas não vejam, talvez para você exemplo seja expressado através da arte e você tenha como exemplo Raul Seixas, Kurt Cobain, Renato Russo... Esses na minha opinião não foram exemplos como seres humanos, com comportamentos questionáveis e uma vida desregrada, mas certamente deram exemplo através de sua música, suas letras, sua arte.
Contudo, ultimamente tenho percebido que a humanidade não está mais conseguindo reconhecer bons exemplos, e nem ao menos discernir os bons dos maus, isso porque a sociedade está desempenhando um constante papel de júri, as pessoas sentam sobre o próprio rabo e se põem a apontar os defeitos das outras, seja por inveja, por desdém ou apenas porque são tão amargas e estão tão atreladas a valores sem valor que não conseguem reconhecer o bem nas pessoas, mesmo quando esse bem é esfregado em suas fuças.
Conheço uma pessoa que desenvolve várias tarefas sociais, como servir marmita aos sem teto, realizar trabalhos voluntários em hospitais infantis e todo tipo de benfeitoria solidária. NUNCA ouvi essa pessoa fazer alarde sobre suas atividades sociais e as caridades que realiza, mas ainda assim conheço pessoas que dizem que esta só faz as coisas para aparecer para os outros, que o que faz não é de coração.
Esse julgamento é o caminho mais rápido para a própria ruína. E porque as pessoas têm essa tremenda pressa em julgar o próximo?
Talvez porque sintam-se inferiorizadas diante da grandeza dos atos do semelhante e, ao invés de tentar fazer algo de tamanha grandeza e nobreza, acham mais rápido o caminho do desdém. E para tanto falam mal de absolutamente tudo que é feito em prol de outra pessoa.
Algumas pessoas simplesmente não conseguem ser ou dar bons exemplos, sequer para os próprios filhos. Não possuem paciência e agem de maneira rigorosa e agressiva, de modo que essas crianças podem até crescer fazendo as coisas da maneira certa, mas sempre pelo medo e nunca por uma satisfação pessoal e dificilmente vão tentar algo novo em suas vidas, vivendo de maneira simplória e infeliz.
Quando desembrulhamos um chiclete e jogamos o papel na rua, além de pensar na poluição que estamos causando, devemos pensar também no péssimo exemplo que estamos dando e que ao seguir nosso exemplo logo centenas de papéis de chiclete estarão espalhados em via pública e a poluição estará maior e maior.
A maneira mais fácil – talvez não a mais rápida – de mudar o mundo é através do exemplo. Ao darmos o exemplo estamos sendo conscientes e conscientizando, estamos criando cidadania, estamos difundindo o respeito e o senso de responsabilidade. Estamos sendo cidadãos melhores e inspirando outras pessoas a serem melhores também.
Fazer ao próximo o que gostaríamos que fizessem para nós mesmos. Isso é o exemplo, esse é o maior mandamento.
Estamos cansados de saber que o mundo está torto, mas agora sabemos que através do bom exemplo, a gente o endireita!

Forte abraço e até a próxima!

domingo, 20 de abril de 2014

Caridade

Olá meus queridos e assíduos leitores!
Depois de um bom tempo sem novas postagens eu tive um imenso desejo de compor alguma coisa para hoje, especificamente para hoje.
A Páscoa já está acabando mas eu gostaria de focar nosso papo no que o dia de hoje representa, e como as coisas foram sendo desvirtuadas com o passar do tempo até chegar ao que temos hoje em tempos de “Páscoa Moderna”.
A Páscoa é a comemoração da ressurreição de Jesus Cristo, que fora crucificado para remissão de nossos pecados e depois ressuscitara ao terceiro dia para ascender aos céus e reinar ao lado de Deus.
Portanto o feriado da Páscoa não é bem uma comemoração e sim um dia para a reflexão e oração. Também não creio nesse clima de auto penitência que rola durante a semana santa e vou falar um pouco disso a seguir.
Durante a semana santa, vejo muita gente dizendo que vai deixar de comer chocolate, que não vai tomar cerveja, e tem a mais comum que é a de não comer carne na sexta feira santa e essa é, sem dúvidas a mais corriqueira de todas.
Mas em qual momento da bíblia Jesus disse que a gente não poderia comer carne? Se eu bem me lembro – e sim, posso estar errado – disseram que ele repartiu o pão entre seus apóstolos e depois repartiu o vinho dizendo “Tomai todos e bebei, este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que será derramado por vós e por todos”. E foi aí que nasceu a tradição católica da hóstia e o motivo de recebermos a comunhão como o “corpo de Cristo”, mas aonde é que estava escrito que só tinha pão e vinho? Podia estar rolando um churrasco bem maneiro que só não consta nas escrituras... E será mesmo que no oriente médio tinha bacalhau? É um peixe típico das regiões do Atlântico, próximo ao mar da Noruega e também do Alasca. Será que uma região desértica e super quente teria o bacalhau? Por que comemos o tal do bacalhau?
Mas não é esse o ponto que quero tratar. O que quero dizer é que são feitas tantas “resoluções” tolas e ninguém pensa em se dedicar a perpetuar o que foi o maior ensinamento de Jesus, quando ele disse que deveríamos amar ao próximo como a nós mesmos e como ele nos amou.
Chegar ao amor de Jesus é impossível para nós, humanos imperfeitos que somos, mas podemos ser caridosos como forma de honrar o sacrifício de Cristo, não podemos?
Será que esse não seria um sacrifício muito melhor, muito mais bem visto aos olhos de nosso Criador?
Quanto o mundo muda quando você fica uma semana sem refrigerante? Ou passa a sexta feira santa sem carne, ou sem uma cerveja?
Claro que é uma resolução e um sacrifício pessoal, mas não seria mais nobre fazer algo por outra pessoa?
E esse é exatamente o conceito da caridade, que tem a mesma base etimológica que carinho e não é nada mais do que isso. É um ato altruísta, provendo algo a alguém sem esperar nada em troca.
E não precisa ir longe não. Você vai pensar que caridade é sair dar sopa aos sem-teto e claro que vai hesitar em fazer isso, afinal de contas, por onde começar?
Eu admiro demais as pessoas que conseguem fazer caridade nesse nível, mas você pode começar aos poucos. Quem sabe lavando aquela louça que acumulou na pia para que sua mãe chegue do trabalho e encontre tudo limpo? Ou até mesmo estendendo ou recolhendo uma roupa no varal. Além de ser uma caridade, será um ato de carinho enorme para com o responsável por fazer essas tarefas domésticas.
Quem sabe um bom dia afetuoso, um pouco de alegria e compreensão para com aquela pessoa com quem não se bica, reatar uma amizade esquecida ou perdida, devolver uma gentileza, fazer uma gentileza.  Até dar um belo sorriso e um cumprimento para a caixa do supermercado já é um ato de caridade, pois aposto que diante do estresse do dia a dia, uma ação cordial como essa vai fazer muita diferença no dia dela.
Eu comi carne na sexta feira santa. Fui até o burguer king e pedi logo um lanche com três hambúrgueres, sou um herege? Talvez... Mas minha resolução foi além de abdicar de alguma guloseima por uma semana, a minha resolução foi para tentar ser alguém melhor, julgar menos as pessoas e tentar fazer o máximo de bem possível, tentando sempre fazer a diferença na vida das pessoas.
Hoje foi Páscoa. Não fui na missa, não dei ou ganhei nada de chocolate (mentira porque agora a noite eu ganhei um ovão do namorado da minha mãe), mas ao acordar eu fiz uma oração silenciosa pedindo o perdão dos meus pecados, pois reconheço que sou um pecador e agradecendo minha vida e as minhas dificuldades, pois são elas que me fazem mais forte. Agradeço demais a Deus por não estar cheio de amigos, mas por ter sempre as pessoas certas ao meu lado quando preciso e pedi que Ele me ajude a ser uma pessoa melhor e que possa viver essa caridade que Jesus tanto pregou.
A fé, tanto quanto a caridade, independe de religião ou de devoção, é tudo uma questão de ser uma pessoa melhor para ajudar na construção de um mundo melhor.
E já dizia  Mateus em seu evangelho, no capítulo 6, versículos de 1 a 6 sobre a caridade: “Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.”
Ou seja: Se for fazer algo, faça pelo benfazejo e não pelo status. Em tempos de redes sociais muita gente faz o que pode, o que não pode e até o que não deve para aparecer e hoje cansei de ver postagens no Facebook do tipo “Partiu missa #oreiressuscitou  - se sentindo abençoada”. Cara. Você tá rezando pra Deus ou pro Mark Zuckeberg? Que vantagem tem postar uma foto no instagram em frente ao espelho, toda maquiada e botar um #partiumissa?
A páscoa é pra ser vivida em nosso íntimo, em nossas reflexões e nossas ações devem sim refletir a bondade e a misericórdia de Deus. Talvez esse seja o caminho da nossa salvação, talvez dessa forma possamos fazer valer o sacrifício que Ele fez por nós, entregando-se na cruz para nos redmir dos pecados, e não foi para que cometêssemos novos pecados, e sim para que nos edificássemos e nos tornássemos merecedores de Teu reino!

Boa Páscoa e que Deus abençoe a todos!